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Casal Mistério

Casal Mistério

os 10 (novos) alimentos mais saudáveis eleitos pela revista norte-americana time

12.05.16

Quando a prestigiada revista Time faz uma lista, nós, singelos mortais, fazemos a continência, sobretudo quando essa lista é útil e elege os novos alimentos saudáveis. Neste caso, até merece uma vénia. A Time elegeu 50, eu escolhi 10. O meu critério foi a novidade e até alguma surpresa. Mas se quiser espreitar a lista completa da revista norte-americana, vá aqui.

 

Harissa

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Esta pasta ou pó de chili picante está cada vez mais na moda e pelas melhores razões. Normalmente inclui ingredientes saudáveis, como malagueta, alho, azeite e especiarias. As malaguetas têm um componente que se chama capsaícina, que tem propriedades analgésicas e anticancerígenas. E são apenas 15 calorias por cada duas colheres de sopa.

Espreite aqui uma sugestão de receita com harissa.

 

Queijo de Cabra

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Confesso que para mim foi uma surpresa. Não fazia ideia de que o queijo de cabra tinha menos gordura do que todos os outros queijos. Além disso, contém proteínas, cálcio e 3% da dose recomendada de ferro em apenas 30 g.

Experimente aqui esta receita com queijo de cabra... ou então esta.

 

Pipocas

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Que bom! Que boa notícia! Sou viciada em pipocas. Não são propriamente as do cinema, carregadas de manteiga e açúcar, mas as caseiras são ricas em fibra. Tente fazer as suas pipocas no forno e, em vez de manteiga, use parmesão e sal. Acredita que uma chávena de pipocas tem apenas 31 calorias?

Tem aqui quatro deliciosas receitas de pipocas (algumas delas não são propriamente saudáveis, mas paciência).

 

Coco

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Rico em potássio, ajuda a prevenir enfartes e, segundo a Time, se juntar um pouco de água de coco ao arroz, e se depois o deixar arrefecer, vai fazer com que este fique menos calórico. Mas atenção, a água de coco não é tão nutritiva quanto o coco propriamente dito. Uma chávena de coco partido em pedaços corresponde a 283 calorias… Por isso, não exagere.

Delicie-se com esta receita que inclui coco. E porque não esta aqui também?

 

Ghee

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É basicamente uma manteiga clarificada que se obtém derretendo a manteiga e retirando alguma da gordura. É ótima para cozinhar, tem muitas vitaminas e é de fácil digestão. Muito utilizada na cozinha indiana, tem um ligeiro sabor a nozes. Uma colher de chá de ghee tem cerca de 45 calorias.

Até nós já sugerimos uma receita com ghee! Ora espreite aqui.

 

Spirulina

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É uma alga azul e verde recheada de vitaminas, nutrientes e antioxidantes. Além disso, é uma ótima fonte vegetariana de proteínas. Existe em forma de pó, comprimidos ou flocos e é ideal para juntar aos seus smoothies ou papas de aveia. Cada colher de sopa de spirulina em pó tem apenas 20 calorias.

A primeira vez que ouvi falar de spirulina foi por causa desta receita que pode ler aqui.

 

Ostras

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Além de serem uma maravilha, são ricas em ómega 3, zinco, ferro, cálcio, vitamina B12 e proteínas. E o melhor de tudo? São muito pobres em calorias: 6 ostras totalizam apenas 43 calorias. A única desvantagem? São um horror para abrir em casa! Mas infelizmente não se pode ter tudo.

Tente fazer esta deliciosa receita aqui.

 

Azeitonas

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Toda a gente sabe que o azeite é mais saudável do que a manteiga mas nunca é demais lembrar de onde vem o azeite. Ricas em antioxidantes, as azeitonas ajudam a prevenir a subida do mau colesterol. São ótimas para decorar saladas, pastas ou pizzas. Cada azeitona tem apenas 5 calorias. E esta, hein?

Aproveite para fazer esta salada deliciosa e decore-a com azeitonas.

 

Espargos

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Ricos em ácido fólico, vitaminas A,C e K, são deliciosos cozidos (com molho de manteiga ou azeite e vinagre balsâmico), assados no forno, em saladas ou como acompanhamento. E não se esqueça: coma até ficar cheio, porque são apenas 3 calorias por espargo! Sim. Leu bem. 3 calorias.

E agora? Faço esta receita ou esta aqui?

 

Sementes de Girassol

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As sementes de uma maneira geral, e as de girassol em particular, são ricas em vitamina E e antioxidantes, importantes na proteção do sistema imunológico. Pode comê-las como aperitivo ou pô-las nas saladas ou nas suas papas de aveia. Trinta gramas são cerca de 165 calorias, mas se comer uma a uma e devagar, vai ver que rende!

Aqui fica uma deliciosa receita com sementes de girassol.

 

Boas receitas, de preferência com ingredientes saudáveis como estes,

Ela

 

fotos: atf; bon appétit; huffington post; today; pixabay

5 comentários

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    Mário

    27.01.17

    Lol... Idiotice, mas no entanto todos os estudos em que há redução do peso/massa gorda existe um défice calórico ("queimar" mais calorias do que as ingeridas).
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    Vasco

    28.01.17

    "Todos" talvez seja uma generalização :D
    https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/best-diet-quality-counts/
    https://blog.bulletproof.com/not-the-calories-stupid-reply-to-time-magazine/
    E mesmo para os casos em que podemos dizer "todos", tem de se ter muito cuidado com as extrapolações. Por exemplo, sempre que há fogos vêem-se carros compridos vermelhos com sirenes, portanto os carros compridos vermelhos com sirenes são os causadores dos fogos. Ou, todas as pessoas que morreram... bebiam água!!! :O pensei nisso.. not! lol ;) cheers!
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    Mário

    29.01.17

    Lol, antes de mais apresentaste artigos de opinião... Se conseguires encontrar uma meta-análise ou até um estudo experimental em que se conseguiu perda de peso sem haver défice calórico envia que não conheço nenhum ;) . No 1º artigo de opinião que enviaste até tens esta frase "Researchers did not discount the importance of calories, instead suggesting that choosing high-quality foods (and decreasing consumption of lower-quality foods) is an important factor in helping individuals consume fewer calories."
    No 2º artigo não percebo a razão de enviares esse, porque baseiam-se num estudo em que houve excesso calórico, como é que isso comprova o teu ponto? Porque eu também sou da opinião que a composição dos macronutrientes na alimentação é importante, principalmente a ingestão de proteína. No entanto para haver perda de peso não é possível se não houver um balanço energético negativo.
    As referências em que me baseio:
    - https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20384845 : "The results of the present literature review indicate that eating less is the most effective method for preventing weight gain, despite the potential for a negative effect on physical activity when a negative energy balance is reached."

    - http://ajcn.nutrition.org/content/79/5/899S.full : "Thermodynamics dictate that a calorie is a calorie regardless of the macronutrient composition of the diet. Further research on differences in the composition of weight loss and on the influence of satiety on compliance with energy-restricted diets is needed to explain the observed increase in weight loss with diets high in protein and/or low in carbohydrate."

    - https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1368980/: "Under isocaloric conditions VLCARB results in similar fat loss to other conventional dietary patterns although the greater percent weight loss is suggestive of a metabolic advantage"

    - http://ajcn.nutrition.org/content/early/2016/07/05/ajcn.116.133561.abstract : "The isocaloric KD was not accompanied by increased
    body fat loss but was associated with relatively small increases in
    EE that were near the limits of detection with the use of state-ofthe-
    art technology."

    - Um artigo de opinião de mais fácil leitura: https://www.completehumanperformance.com/why-calories-count/
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    Vasco

    30.01.17

    Mário, bem haja pela sua atenção na resposta e todo o cuidado em providenciar os interessantes links. Ainda não estou certo se estamos a falar das mesmas coisas. A fim de esclarecer, quando diz o "meu ponto". Como o está a entender, que ponto é esse?
    Vou tentar criar um quadro de referência dos pontos a que me refiro para garantirmos que estamos a falar no mesmo canal. Os mitos da caloria a que faço referência, são as visões reducionistas e ultra-simplistas de que aritmética simples é tudo o que precisamos para alimentar bem. A máxima: o que entra, o que queima, o que sai. Por muito desejável que seja, é uma ultra-simplificação. Da mesma forma que reduzir o processo alimentar aos seus nutrientes é uma ultra-simplificação. A ciência não consegue lidar com as falácias de reducionismo por uma questão de desenho dos próprios estudos, que tendem a desconsiderar o reducionismo inerente da abordagem e por uma vontade de se quererem fazer valer (publish-or-perish). Por exemplo, digamos que queremos provar que um ser humano é 100% composição química. Elaboramos os casos de estudo e sistematicamente encontramos que 65% é oxigénio, 18,5% é carbono, 9,5% é hidrogénio, 3,2% é nitrogenio... e vamos indentificando os diferentes elementos até perfazer 100%. Repetimos a experiência, lançamos a publicação. Obtemos a revisão dos pares e voilá, sai a comprovação científica de que um ser humano é 100% composição química. O que vai corroborar a nossa suposição e paradigma. Não é que seja errado o estudo ou mesmo que os dados sejam incorretos, porém enviesou por duas limitações típicas do método científico: A consideração do universo por uma amostra, a confirmação de dados esparsos a um nível muito básico em que os estudos confirmam uma teoria simplista. Correta no que apresenta, porém excluíndo princípios essenciais pelo seu reducionismo emergente. É tentador reduzir a complexidade de cada ser humano à visão simplista da sua composição química, da mesma forma que é tentador reduzir a complexidade da alimentação à visão simplisa da nutrição, ou reduzir a complexidade da interação de processos fisiológicos "uma caloria é uma caloria", entra-queima-sai. Não é que seja errado, é simplista no sentido de que exclui potenciais dimensões essenciais. Esta falácia de interpratação foi brilhantemente ilustrada por Carl Sagan quando o mesmo mistura em justa medida os componentes químicos para fazer um ser humano. :) https://www.youtube.com/watch?v=FRTF4UMhTDc
    A ciência é um meio não é um fim, uma de várias ferramentas para observar fenómenos e criar um entendimento. Infelizmente, não é a ferramente absoluta e infalível que substitui todas as outras, ainda que venha a ser comummente entendida assim. A ciência como descreve o nome refere-se a um ato de observação de dados. Depois entra a filosofia, ou o paradigma que é a interpretação dos dados para encaixar num modelo. Atualmente criou-se esta ideia de que a ciência está acima do paradigma ou substitui a filosofia da qual se baseia para a interpretação dos dados e devido a isso cria abordagens e interpretações reducionistas, que terão todo o suporte experimental necessário e ainda assim, são simplistas. Esta lacuna é bastante bem ilustrada pela Teoria do Cisne Preto de Nassim Taleb.
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_do_cisne_preto
    É nesse sentido que devemos utilizar o método científico paralelamente com outras metodologias, sempre de um prisma bastante cético. por mais chato e desconsolador que possa ser, termos de duvidar constantemente da própria ferramenta, a ciência que vamos realizando. Só assim podemos melhorá-la e protegermo-nos do tentador reducionismo e tão difícil de detetar. Cheers!
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